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segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Querido Eliot

Uma carta para o seu filho, que vive 99 dias...

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Os Jovens e a Verdade


       "Os jovens apelidam de hipocrisia qualquer tradição que não aceita seguir a sua lógica interna de fraternidade, de amor aos pobres e de união mística com Deus.
       Rejeitam qualquer valor antigo, excessivamente organizado e que não constitua um manancial de vida; não aceitam uma moral imposta de cima, uma moral esmagadora e asfixiante; querem viver e encontrar liberdade.
       Estão fartos de ver crentes a recitar preces, a assistir a ofícios religiosos, a pregar moral, mas incoerentes com eles próprios, não dando à sua vida denominada «religiosa» as provas de autenticidade exigidas pelo Deus de Amor.
       Os jovens são abertos, disponíveis, acolhedores e tolerantes.
       Querem encontrar pela frente homens de convicção, que não se deixem levar por aquilo que os outros possam pensar ou dizer a seu respeito.
       Acima de tudo, querem o que é verdadeiro. Pretendem que as pessoas sejam elas próprias, sem medo. Não as julgam por um sistema de valores ou por categorias"

Jean Vanier, em "Novas Perspectivas do Amor". Postado a partir de Abrigo dos Sábios.

segunda-feira, setembro 07, 2009

Caixa (vazia)... de beijos















É uma história que já vimos, em formato de texto ou em formato de diapositivos. Agora encontramos-lhe a origem, no livro "Pegadas na Areia", escrito em 1993, editado este ano em Portugal:

Margaret, autora de "Pegadas na Areia" (poema e livro)
e Paul vivem casados há meia dúzia de anos.
Ela deixou o ensino para o seguir.
Vendem a empresa de que são proprietários.
Têm pouquíssimo dinheiro, e duas filhas.
Margaret ameaça deixar Paul.
Estão à beira da falência no que ao casamento diz respeito.

É o Natal de 1972. Batem no fundo.
Paul consegue à volta de 40 dólares,
das igrejas (baptistas) onde ia pregar.
Dá-os à esposa para comprar artigos de mercearia,
depois de ter posto gasolina no carro.

Margaret surge feliz por ter comprado algumas pechinchas.
Paul fica zangado, e ainda por cima a filha mais velha,
Tina, comprara um rolo de papel dourado para embrulhos.

Em casa embrulham alguns presentes para levar para a família.
Paul manda a filha buscar o papel dourado.
Como ela demorasse vai ao seu encontro.
Encontram a filha com três tesouras,
fita-cola e folhas do papel dourado.
Tina gastou todo o rolo a tentar embrulhar
uma espécie de caixa de sapatos.
Paul agarra Tina por um braço e dá-lhe fortes palmadas,
deixando-a a chorar e a gritar. Margaret fica em estado de choque.
Paul repete o que o alcoolismo do pai havia feito com ele durante a sua infância.

Na manhã seguinte, Paul tropeça
e quase cai em cima da caixa embrulhada pela filha.
Tina corre para a caixa, e entrega-ao ao pai como presente.
Dando-se conta que a caixa parece vazia,
Paul rasga rapidamente o papel e vê que a caixa está vazia.

Paul repreende a filha:
"Christina! Não sabes que deves pôr qualquer coisa
numa caixa antes de a embrulhares como presente?".

A pequena, com as lágrimas a correrem-lhe pelo rosto, responde:
"Mas, Papá, eu pus uma coisa lá dentro.
Soprei beijos para dentro dela! Está cheia de amor só para ti!".

Margaret Powers, Pegadas na Areia. Estrela Polar. Alfragide 2009.
(A imagem foi retirada do seguinte blogue: Coisas..., que continha a mesma história)