sexta-feira, fevereiro 09, 2007

NÃO: PARA NÃO APAGAR A CHAMA DA VIDA

A natureza não se contradiz: ela prepara a Mãe para acolher o filho no útero que o gera e desenvolvê-lo até estar apto e pronto para vir à luz. Por isso a vida do filho e a vida da Mãe não podem ser incompatíveis.
A vida humana é inviolável, desde a sua conceição até ao seu apagamento natural. A “CHAMA DA VIDA” é como a chama que só se apagará quando arder todo o pavio.
O filho nasce quando é concebido. Quando vem à luz, já tem nove meses de vida. Ele é o mesmo. Apenas passou de um berço para outro: do útero para o colo da mãe. Agora que veio à luz, não começou mas continuou a viver doutro modo os seus nove meses.
Será preciso vê-lo para lhe garantir o estatuto de vivente humano, de filho de seus Pais?
Quanto agradeceria a Europa, a braços com o flagelo do aborto e a epidemia do défice de natalidade que Portugal tivesse a coragem de proclamar a inviolabilidade da vida humana desde a concepção até ao seu termo natural.
Portugal é a Terra de Santa Maria que há 360 anos proclamou sua Padroeira e Rainha com o Título de Nossa Senhora da Conceição. E faz agora 90 anos que Santa Maria, depois de ter dito em Lurdes que se chamava Imaculada Conceição, fez Portugal depositário – em Fátima – da sua Mensagem de Paz para o nosso tempo.
Esta mensagem sintetizou-a lapidarmente o primeiro Papa que visitou Fátima (Paulo VI) para ali deixar escrito em bronze:
HOMENS SEDE HOMENS: - na vida toda, desde a conceição até ao falecimento.

Que quer dizer e significa o NÃO?
- Para Portugal não pode haver aborto a prazo de semanas nem a qualquer prazo, porque a vida humana é uma chama que se acende na conceição de cada filho e brilha continuamente – sem interrupção – até se extinguir por si.

António José Rafael

SIM: PARA PORTUGAL SEGUIR A EUROPA

SIM: PARA PORTUGAL SEGUIR A EUROPA

Segundo o “SIM”, Portugal precisa de liberalizar o aborto para não se atrasar da Europa. Triste pecha portuguesa o complexo de Povo atrasado: impelidos pela força cega do seguidismo no afã de apanharmos os dianteiros nem reparamos que eles já voltam para trás, para corrigir o erro… Podíamos tirar partido do atraso, valendo-nos da experiência frustrada dos pioneiros, para não repetirmos os seus erros; mas não, queremos ir mais longe que eles… para sermos mais adiantados que eles.
É assim que o SIM faz uma proposta de liberalização do aborto – total e incondicional – que nem o País mais liberal fez: o aborto fica a ser de opção exclusiva, livre e inquestionável da mulher grávida.
E Portugal que se ufana, e com razão, de não consentir a morte do touro na arena, vai deixar sem protecção alguma, o nascituro no útero de sua Mãe, riscando no seu Código Civil o “direito de nascer”.
D. António José Rafael

SETE PERGUNTAS AO “SIM”

Porque nunca chama à grávida , mãe, e nunca fala do filho?
Porque fala da morte, embora excepcional, felizmente, das abortantes, e nunca refere a morte, sempre certa, e o número dos abortados?
Porque não aponta as consequências traumáticas – físicas e psíquicas – de todo o aborto, mas somente dos abortos clandestinos?
Porque não refere o efeito sinistramente multiplicador do aborto livre, a começar pela vizinha Espanha onde se fazem diariamente mais de 240 abortos?
Porque não refere a sondagem que mostra que 72% de mães que abortaram dizem que não teriam feito o aborto, se tivessem tido ajuda?
Porque não refere que os centros de Ajuda à Mães em dificuldade e os Berçários (Ajuda de Berço) do pós-referendo 98 conseguiram evitar 10.000 abortos?
E porque não diz o que fez o Movimento do SIM para ajudar as Mães em risco de abortar?
D. António José Rafael

SIM: LIBERALIZAR O ABORTO e NÃO: EVITAR O ABORTO

SIM: LIBERALIZAR O ABORTO
NÃO: EVITAR O ABORTO

As diferenças entre o SIM e o NÃO:
O SIM só protege a mulher, mas nem sequer lhe chama mãe, para ignorar
totalmente o filho.
O NÃO protege igualmente a mãe e o filho.

O SIM livra a mulher de qualquer responsabilidade e dispensa-se de a ajudar a
evitar o aborto, porque acha que é eficaz ajuda livrá-la da clandestinidade
e garantir-lhe gratuitos e competentes Abortórios (Clínicas de Aborto)
O NÃO garante ao filho direito de nascer, e consequentemente responsabiliza a Mãe na morte do nascituro, no sentido de ter de responder sobre as causas do abortamento do filho, a fim de serem remediadas;
e ajuda a mãe a remover todas as causas do abortamento para evitar a reincidência.

O SIM reduz o filho a um nada jurídico, retirando-lhe todo o direito de
nascer .
O NÃO atende à situação dramática da mãe em dificuldade (de toda a ordem),
e ajuda-a em todos os sentidos para evitar o aborto, porque não pode ser surdo ao apelo do “direito de nascer” do filho: - AJUDA A MINHA MÃE TÃO AFLITA A NÃO ABORTAR.
D. António José Rafael

AMBIGUIDADES E MANIPULAÇÕES DO “SIM”

Despenalização e a pena de prisão
Diz o SIM que vota a despenalização para livrar a abortante da pena da cadeia. Mas
para abolir a pena de prisão não é forçoso despenalizar o delito.
Basta substituir a pena da cadeia por outra mais humana e adequada à transgressão, como fez Portugal quando aboliu a pena de morte.

Despenalização e desresponsabilização
Diz o SIM que despenaliza a abortante para não ser incriminada no tribunal.
Pode e deve criar-se um enquadramento legal e instituição judicial própria e adequada à situação traumática e dramática da morte de um filho, para se inquirir das causas que levaram ao abortamento e tomar as previdências necessárias para evitar a reincidência.
Nunca se pode desresponsabilizar, isto é, dispensar o infractor de responder pela infracção, a não ser que seja mentecapto.



Não ao aborto CLANDESTINO
É o mais triste exemplo do abuso manipulador e insidioso para camuflar o seu propósito e ao mesmo tempo o justificar.
Se o SIM é contra o aborto, podemos ficar tranquilos.
De maneira nenhuma. Não vês que o SIM só diz aborto clandestino? Só quer acabar com os clandestinos, e de uma vez por todas.
Mas como? Muito simplesmente – diz o SIM, desafivelando a máscara: - Pondo todos os abortos à vontade libérrima da grávida e respectivos “Abortórios” à discrição.
No delírio da sua sinistra “invenção” do extermínio indultado dos nascituros, nem se deu conta o SIM do alçapão armadilhado do limite das 10 semanas: - e que vai fazer-se com os abortos depois das 10 semanas?
D. António José Rafael

Último Debate

O ÚLTIMO DEBATE



O QUE O ÚLTIMO “PRÓS E CONTRAS” SOBRE O ABORTO NOS MANIFESTOU E RELEMBROU

· A Inglaterra chama ao aborto mais propriamente exterminação (em vez de
“interrupção”) da gravidez.
Não obstante esta tradução mais aproximada da realidade do aborto, a Inglaterra não fugiu à triste regra de a liberalização do aborto não reduzir, pelo contrário multiplicar enormemente o número de abortos.

A pergunta do referendo que propõe a liberalização total e incondicional – ao
arbítrio absoluto e sem qualquer reserva da Mãe – não tem precedentes em qualquer País civilizado.
E esta redacção da pergunta não foi por inadvertência ou irreflexão, porque havia outra redacção que condicionava a legalização do aborto, mas essa versão foi rejeitada.

A proposta do NÃO – de abolir a pena da prisão e de se criar um “tribunal
próprio” para o julgamento adequado ao trauma do aborto – já fora apresentada à Assembleia da República em 2005, mas foi rejeitada.

O SIM disse que se vencer, irá corrigir e completar o “sim” à PERGUNTA
estabelecendo a regra do aconselhamento que a abortante terá de ouvir, e ainda bem, antes de optar pelo aborto. Mas se o NÃO vencer, não poderá corrigir e completar o “não” à PERGUNTA.
Porquê esta dualidade de critérios, se tanto uma proposta como outra têm em vista corrigir a confusão e suprir as omissões da PERGUNTA?...

Não se pode debater o problema do aborto sem ter em conta e condigna
atenção o nascituro, que é uma pessoa humana porque é um filho. Por isso o verdadeiro nome da mulher grávida é mãe, assim como o do progenitor é pai.
D. António José Rafael

O PROBLEMA DO ABORTO

Luta de palavras – A palavra não se usa para esclarecer e traduzir a realidade,
mas esgrime-se como arma de arremesso para derrubar o adversário.
Basta ver o que se passa com a palavra ABORTO que é a chave de toda esta questão: todos dizem ser contra o aborto, mas retiram da PERGUNTA a palavra aborto de modo que possa fazer-se todo o debate sem falar do nascituro.

Problema humano ou religioso? – O aborto é problema humano e religioso.
Mas não é humano por ser religioso; é religioso por ser humano.
Tudo o que é humano importa à fé cristã porque Cristo é Deus que Se fez homem por causa do homem, para o salvar.
Ora o aborto é um atentado mortal ao direito de nascer que é a base e sustentáculo de todos os Direitos do Homem. Negar o direito de nascer é como cortar a raiz à “árvore dos direitos humanos”.

A Igreja e a solução do problema do ABORTO – A Igreja não estorva a razão
humana, pelo contrário dá-lhe uma ajuda preciosa para equacionar o problema em ordem à sua correcta resolução.
Ponho dois exemplos: a “PAZ 2006” e a “PAZ 2007” formuladas por Bento XVI.
Diz a “PAZ 2007” – “A pessoa humana coração da paz”: no Debate do Aborto ponha-se no coração da Paz a pessoa humana da Mãe e com ela a pessoa humana do Filho.
Diz a “PAZ 2006” – “Na verdade, a paz”: o material de construção da Paz é a verdade.
Portanto só constrói a paz a palavra verdadeira 100%, ou seja: total (não só meia verdade), clara (sem qualquer ambiguidade), sincera (sem máscara), leal (sem omissões ou reservas intencionais), enfim, sem sofisma ou qualquer espécie de fraude.
Palavras de verdade-verdade e não mascaradas de verdade.

· Sinónimo do ABORTO – Infelizmente, a “interrupção da gravidez” é palavra só de meia-verdade que abre a porta a todas as ambiguidades, equívocos e manifestações acerca das discussões sobre o ABORTO, tais como: a partir de quando a interrupção é aborto? A partir de quando a gravidez é criança e é filho?...
Não foi nem é inocente substituir a palavra “aborto” pelo tão insuficiente e problemático sinónimo. É que enquanto a ciência não consegue convencer todos os promotores abortistas de que o filho nasce no acto da geração ou concepção com sua individualidade própria e definitiva, não precisando de nada mais do que o acolhimento e alimento do útero e tempo para crescer - , pode muito facilmente fazer-se passar a interrupção da gravidez por simples “desbloqueamento do fluxo menstrual que está bloqueado” e, por isso, atrasou…
Daí o dever fazer-se o aborto quanto antes, não vá o pequeno glóbulo crescer e começar a aparecer criança.
D. António José Rafael